Estudo do mercado de formação de vigilantes 19/12/2018

Segundo a Cognatis, empresa especialista em inteligência de mercado, “as  estatísticas já são utilizadas pela humanidade há milhares de anos. Desde os primórdios, os seres humanos compreenderam a importância em quantificar a ocorrência de fenômenos essenciais para a sobrevivência.


Estatística é a ciência que existe para analisar dados, aprender com eles e tirar conclusões elucidativas. Estatísticos transformam números em informações. As interpretações com base nos dados numéricos abrangem uma vasta área de setores da sociedade, ajudando a explicar, desmistificar e solucionar uma grande quantidade de questões atuais, além de apontar tendências.


Um trecho bem interessante da obra de David Moore, “A Estatística Básica e Sua Prática”, de 2000, compara com maestria a intepretação de palavras em um texto e aos dados em uma planilha: “Não podemos escapar dos dados, assim como não podemos evitar o uso de palavras. Tal como palavras os dados não se interpretam a si mesmos, mas devem ser lidos com entendimento. Da mesma maneira que um escritor pode dispor as palavras em argumentos convincentes ou frases sem sentido, assim também os dados podem ser convincentes, enganosos ou simplesmente inócuos. A instrução numérica, a capacidade de acompanhar e compreender argumentos baseados em dados, é importante para qualquer um de nós. O estudo da estatística é parte essencial de uma formação sólida”.


No caso da Segurança Privada, mais especificamente o Segmento de Formação de Vigilantes, podemos usar os dados estatísticos para planejar melhor nossa oferta de cursos ao mercado. Sabendo a quantidade de vigilantes que formamos todos os anos, a capacidade de formação das empresas desse mercado e dos custos envolvidos, pode-se chegar ao cálculo de qual o número mínimo de alunos uma academia precisa formar por turma para ter os seus custos equacionados e qual o número ideal para poder manter-se economicamente vantajosa. Com essa meta, a direção da escola pode propor ações de marketing, estratégias de fidelização e precificação. O objetivo maior é manter as empresas saudáveis financeiramente para conseguirem oferecer a melhor capacitação possível a seus alunos e ao mercado de vigilância.


Pensando nisso, a ABCFAV solicitou à Polícia Federal algumas estatísticas do segmento e pôde compila-los em um documento inédito, focado no mercado de formação, cujos dados apresentamos a seguir:


- Em 2017, o número de vigilantes ativos era 942.091. A maior parte concentrada na região sudeste, com 445.165 profissionais ativos, seguida pela região nordeste com 202.618 profissionais.



- O gráfico mostra o total de vigilantes por estado. 



- 301 empresas de cursos de formação são autorizadas no Brasil. 120 deles na região sudeste e 67 na região nordeste.



- Tabela de siglas dos gráficos à seguir.


- Em 2017, as escolas da região norte formaram 41.086 alunos: 8.448 entrantes, 32.212 atualizações  e 426 em cursos de aperfeiçoamento.


- As escolas da região centro-oeste formaram 100.660 alunos: 14.277 entrantes, 41.197 atualizações  e 1.603 em cursos de aperfeiçoamento.